sábado, 7 de maio de 2011

Pós Foda


Após tirar da boca o caralho ainda teso porem já gozado, meio que engasgada pela porra e um tanto quanto bêbada,babada, Clotilde caminhou nua em direção ao banheiro e as grandes papadas de sua bunda tão desejada pelos machos esconderam o estrago que havia sido feito naquele rabo, pois antes de ter chupado pela ultima vez a pica, ela se deu de todas as formas frente e verso e até de cabeça para baixo, era uma loira pequenina, mãos e pés delicados, gostava de se sentir invadida por rolas extraordinárias como aquela, grossa.

Tratava-se de uma criatura espantosa a fêmea que se lavava aos poucos com a água da pia, poucas mulheres possuíam a versatilidade de Clotilde. No trabalho era doce com os colegas, no dia a dia divertida e criativa, fazia tricô, pintava quadros e era ex-atriz de teatro, arrimo de família cuidava de uma tia velha e doente, religiosa... Clô orava sempre às 10 horas da manhã pontualmente, acreditava em Deus, conversava com Deus do jeito dela seja lá qual jeito fosse, mas não resistia a uma boa chance de se sentir puta, ou melhor...putinha safada como gostava de ser chamada tomando tapas na cara e na bunda, volumosa...todos queriam comer o cu de Clotilde e ela deixava, gostava...era uma boa moça a sobrinha de Hellen Valsi, viciada em pintos é fato, tinha a xana apertada e rasa e um lirismo intenso, porem quase que invisível aos olhos do mundo, dos broncos, para eles Clotilde era apenas um mulher carnuda e fodelona, louca, talvez.

Ao retornar para cama ela se virou para o sapo que até a pouco havia sido um príncipe, minto, sempre foi sapo, mas ela nem ligava para isso, a pequena intrigante posicionando-se de quatro sobre a penteadeira feia e suja, falou:

_ Esfrega a cabeça do seu pau na entrada da minha buceta com força, John, e depois me come batendo na minha bunda...

_ Eu já gozei.

O Maldito respondeu, e começando a entender deu corda para ele.

_ Eu sei.

_ E porra... gozar faz com que percamos o apetite sexual o sexo é uma ilusão...

Entediada e suspirando desolada ela concordou com aquele louco, Clotilde riu, deu um tapinha no pau murcho de John Bauer, e falou quase que sussurrando ao ouvido dele:

_ Sim é verdade... você está certo meu caro, então aproveite seu pós gozo e a tranquilidade da paz de sua assexualidade temporária, eu estou dando o fora.

Não se sentiu brava, nem ressentida, eram amigos. John pareceu não lhe dar atenção e refletiu olhando para o cacete melado e desacordado:

_ O homem é um bicho estranho...

Vestindo-se e ainda sedenta de foda a boa moça fitou-o seria e desabafou:

_ Não precisa ser estranho...é um bicho e essa definição por si só já basta, o cão mete na cadela e em seguida sai como se nada tivesse acontecido com o pau meio bambo e desinteressado.

O Sapo acendeu seu cachimbo e riu, Clotilde não resistiu e se pos a gargalhar também, ele a olhou balançando a cabeça como que em sinal de negativo, mas sua boca contradizia seus movimentos, pois ele falou:

_ É verdade.

A neta da finada Julieta Valsi a mulher mais bonita e mais encrenqueira que já havia pisado naquela cidade até o dia que morreu pegou a bolsa que havia feito com um saco de batatas, acendeu um de seus cigarros de cereja e saiu sem bater a porta, ou dizer adeus, deixou- o estirado feito um porco saciado e desceu as escadas a pensar no quanto o ser humano é escroto, quase todos os homens em sua vida agiam daquele modo, exceto Henrry com quem tudo era diferente, ela o amava, metiam insaciavelmente entre pequenos intervalos e de certo modo para ela aquilo era amor, ele era tão nitidamente humano, puto, errante...sem disfarçar, a maioria das pessoas esconde o jogo, mas Henrry...Henrry era o maximo.

Clotilde atravessou a rua e passou antes na farmácia para comprar o remédio tarja preta de sua tia velha, naqueles dias andava desconfiada de que a coroa estava colocando as bolinhas na comida do gato, pois o bicho vinha dormindo que era uma beleza. No caminho para casa a Senhorita Valsi pegou chuva, molhou os sapatos, o cabelo, a bolsa feita de saco, os livros que estavam dentro e tentou pegar as gotinhas que caíam do céu com a boca, a mesma boca que carregava o gosto de porra, ela abriu um sorriso iluminado encantada com o arco-íris que havia se formado, estava linda, insaciável, vibrante, Clotilde era um verdadeiro raio de Sol, só não sei dizer até quando ela continuará brilhando.

3 comentários:

  1. Transgredir é bater de frente com a hipocresia.Belo texto, maravilhoso fundo.Meio art Noveau ???Parabéns...tá começando agora???

    ResponderExcluir
  2. ESSA MULHER É MUITO DESEJADA POR MIM...QUERIA PODER PARTICIPAR DESSES CONTOS ERÓTICOS, VC É DEMAIS...DELICIA!!!!

    PARABÉNS PELOO TRABALHO FEITO ATÉ AGORA..

    ResponderExcluir