quinta-feira, 12 de maio de 2011


Certa vez Lorenzo e Regina me visitaram no meio da madrugada. Eu não queria recebê-los, havia saído horas antes para beber chopp e comer pizza à custa de um trouxa com quem já havia trepado duas ou três vezes na vida e estava irritada. O cara não me deixou ir embora enquanto não bateu uma punheta olhando minha bunda. Permaneci vestida, de calcinha, não me lembro se quer de ter dito alguma palavra de incentivo, nem um gemido para dar um apoio moral, sei lá... não estava no clima, e ele gozou, sujou o banco do carro fez uma lambança com aquele caralho enorme que ele nunca soube usar e foi embora, graças a Deus, Amem!

Logo ao entrar em casa o telefone tocou, do outro lado da linha falou:

_ Deisy?

Deisy foi o nome falso que usei naquele mês.

_ Sim, quem fala?

_ Sou eu Lorenzo. Como está loirinha?

_ Oi Lorenzo, eu estou bem e você?

_ Também. A Regina está aqui comigo, ela está menstruada, mas ansiosa para te conhecer, aí eu pensei, se não poderíamos dar uma passadinha aí e então conversamos no carro, só para vocês se conhecerem mesmo.

_ Olha... eu acabei de chegar, fui ao cinema com um amigo e não to muito bem, desculpe., espero que entenda.

Do outro lado o silencio reinou, no entanto durou pouco, pois logo o filho da puta soltou uma merda:

_ Acho que você está enrolando de mais, tínhamos um trato.

Aí ele me deixou sem saída, era fato, tínhamos um trato. Ficamos amigos, Lorenzo e eu, ele me falou sobre o desejo de possuir a noiva junto com outra, disse que ela também queria, que nunca havia vivido aquilo e bláblá...enfim...a fantasia que quase todo homem “normal” tem:

MÉNAGE À TROIS, o que há de mais clichê em relação a modernidade sexual nos tempos de hoje, a ponto de honestamente eu achar que isso já nem é moderno mais. Quando saímos pela primeira vez Regina não estava, ele me ofereceu presentinhos e outros mimos para que eu aceitasse estar entre os dois, mas fui clara.

_ Preciso pagar minhas dividas.

Estava numa pobreza desmedida e sabe como é, você tem que se sustentar, alimentar outras bocas e está na pindaíba... Lorenzo aceitou dês de que a noiva não soubesse de nada, ele ficou com as faturas de minhas contas e combinado. Dane-se, eu estava mesmo me vendendo, porém, uma semana após o acordo ter sido selado me sentia totalmente sem vontade, não queria vê-lo, não queria vê-la, no entanto...me vi obrigada a encontra-los.

_ Que tipo de mulher sem palavra é você meu bem?

Falei para mim mesma em meus pensamentos e disse para Lorenzo ao telefone:

_ Okay, podem vir, mas não vou demorar, hoje apenas nos conheceremos, preciso dormir.

Dez minutos depois já estavam parados diante da minha casa.

O automóvel no mesmo modelo do que era usado pelo cara com quem eu me deitava há aproximadamente cinco anos me causou uma sensação estranha, culpa talvez, Luis era um idiota, mas de algum modo meu e eu...uma puta suja e vendida.

_ Oi, entra aqui dentro do carro, você deve estar com frio aí fora.

Falou Regina com voz macia e sorrindo muito. Eu estava realmente com o corpo esfriando, ventava um pouco daquele jeito que faz quando vai chover e meu vestido era bem curto, um pequenino preto com bolinhas brancas, minhas coxas estavam geladas, achei amável da parte dela se preocupar comigo, lógico que a intenção de ambos era clara, mas foi uma atitude delicada da parte da fêmea de meu amigo. Eu entrei no carro deles, sentei no banco de trás e disse um olá meio tímido, a timidez era sincera, também não estava habituada àquela situação.

Poderíamos ter ficado sérios, porem não ficamos. A noiva de Lorenzo não parava de rir, ela era branca, com o corpo normal, nada de mais nem de menos, usava óculos, cabelos lisos na altura do pescoço, um tipo comum, só não era mais comum que seu par, um contador calvo e baixinho. Passados os primeiros minutos, já estava me irritando com aquela risaria toda, acredito que o noivo de Regina se irritou também, porque ele me puxou, beijou minha boca e logo em seguida segurou-a pela nuca incluindo-a no beijo, beijo triplo, que coisa mais teen, eu pensei, mas dei seqüência e não deixei a peteca cair, aproveitei o tal do beijo e não tenho certeza se fui eu que pedi, só sei que Regina pulou para trás, então começamos a dar um amasso daqueles que atrairia platéia, só ela e eu, Lorenzo apenas assistia, o pau duríssimo certamente ao ver a noiva com cara de recatada arrancando o sutiã e abaixando meu vestido Ficamos ali nos beijando, esfregando os seios e chupando os mamilos uma da outra, os peitos dela não eram muito chamativos, mas eram bonitos, eu gostei, os meus são grandes, ela apertava e dizia:

_ Hum... que peito delicioso!

Ela parecia alucinada apertando minha carne, a brincadeira ainda estava só começando e confesso, aquilo começou a me divertir de verdade. Uma sensação de poder bem estranha tomou conta de mim.

Lorenzo também pulou para trás e meio bêbada fui deixando as coisas acontecerem, eles mordiam, chupavam minha bunda e xana, me abriam, olhavam minha vulva volumosa e eu ali super à vontade.

_ Olha amor que delicia, vem chupar.

Ele chamava e a safadinha chupava sem preguiça nenhuma, brincava comigo como um gato com um passarinho, me virando do avesso até dizer chega e falar comigo:

_ Quero ver você fazendo algo com ele.

Olhei para o casal e disse:

_ Tudo bem, o que querem que eu faça?

O noivo animadíssimo pediu:

_ Me chupa

Então comecei, no começo pela glande, bem suave com beijinhos úmidos e quentes, depois as lambidas por todo o corpo do pau, era uma pica média, mas estava estalando, pulava sozinha para minha boca aí então eu babei, é, eu babei, como se fazem nos filmes, e só então começou o sobe e desce, bem molhado, os lábios escorregavam pela pica, a língua roçava a pele sem se cansar.

_ Vem Regina.

Convidei. Ficamos ali nos divertindo com o caralho de Lorenzo que falava coisas desconexas enquanto batíamos com o membro latejante uma na outra. Lembrei que quando fui ao apartamento dele sem que Regina soubesse, ele me falou que deveria ganhar a vida ensinando mulheres os macetes que tornam uma foda sensacional, elogiou muito meu sexo oral, fez questão de dizer que era melhor de todos e realmente ele não mentiu, foi sincero o elogio, sei o que faço, aprendi com os gays como se mama uma pica, meus amigos sempre relataram suas transas para mim com minúcias e acredite, homem sabem mesmo do que gosta outro homem, nesse aspecto tenho que ser grata eternamente a esses caras e a seus relatos eróticos, nunca decepcionei ninguém e pensar nisso me motivou a me exibir para Regina, não que ela não soubesse, mas por que não ensina-la a fazer melhor?

O feliz Lorenzo sussurrava para sua amada:

_ Olha só Regina como ela chupa gostoso, olha...

Acho que ele entendeu meu recado. Então, notando-a parada a me observar enlouquecer seu noivo pedi que me tocasse.

_ Pode me tocar querida, aqui oh, bem macio.

Ela tocou, deu tapas na minha bunda, apertou com força e gemeu falando.

_ Ai que bunda gostosa!

E eu acelerei o ritmo da chupada, muita baba, muito gemido, todos se entretendo de algum modo até que o contadorzinho esporrou e a jorra foi toda em meus seios, Regina, carinhosa, me abraçou pelas costas, esfregou a porra com as mãos e comentou com ares de piedosa:

_ Tadinha, fizemos ela sair no frio e ainda abusamos da bondade dela.

Demos risada, ela estava feliz.

Despedimos-nos meio que friamente, pessoas passavam na rua e eles se foram. Tranquei o portão e voltei para paz de meu lar sem nenhum sentimento de arrependimento ou culpa por ter “traído” Luis que me comia escondido há quase uma vida, já não me sentia suja ou errada por sua causa, ou por outra causa qualquer, estava suja sim, mas apenas da felicidade alheia, então entrei no chuveiro, me lavei com calma e depois finalmente pude me deitar em minha cama e me masturbar tranquilamente, afinal como disse anteriormente, não estava no clima, nem para casal, foi divertidíssimo, realmente, porem tinha alguma outra pessoa em minha cabeça naquela madrugada, mas o pior... vai vendo, eu não sei mais quem era o tal, não faço a menor idéia de com quem eu fiz amor mentalmente, ou se foi só uma foda imaginaria alucinógena, apenas me recordo que dormi feito um anjo depois dos orgasmos, um sono de rainha.

Na manhã seguinte Lorenzo me ligou:

_ Paguei suas contas

_Obrigada meu bem.

_ A Regina adorou, viu? Ela foi para casa nas nuvens, pena ela estar menstruada se não teríamos aproveitado melhor.

_ Pois é né, foi mesmo pena.

_ Bom só liguei para avisar mesmo. Beijos Loirinha.

_ Beijos e de coração...obrigada por pagar minhas contas.

_ Relaxa, foi só um favor de amigo. Até logo.

Todos sempre dizem isso.

Lorenzo e eu discutimos feio algumas vezes depois daquilo, sentia-se rejeitado por eu recusa-lo e nunca mais nos vimos, soube tempos depois que Regina e ele se separaram, não sei que fim ela teve, nem sei se ainda existe, mas posso dizer que contribuí para sua evolução sexual. Pois é, a modéstia não é meu forte.

Triste e as vez vibrante, em outras excitante, passei mais uma vez pela vida das personagens, apenas passei, sempre efêmera, a vida segue, uso muito essa expressão, é a verdade suprema e quem não segue com a vida, fica, a espera de qualquer coisa que jamais chega.

E cá estou eu poetizando putaria sem o menor pudor, sem vergonha, sem um assunto melhor para romantizar, que podre.

“Tolice é viver a vida assim sem aventura”

Acabei de ouvir essa frase em uma musica, bem real não é?

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